Ubi sum, Domine?

Sigo pela rua meio escurecida; depois de tanto chorar relembrando aquelas doces tardes contigo, quando andávamos de mãos dadas pelo Paraíso. Sinto a chuva lavar meu corpo cansado e sofrido após duros testes, enquanto sigo apressado para não me resfriar e ver se consigo comer algo que nutra meu corpo abatido...

Enquanto penso em tudo que se passou comigo, percebo que a chuva é o batismo que restaura meu corpo buscando redenção e sentido, buscando totalidade e um pouco de paz.

Onde eu estou agora? Quero tudo que me compete, mas não agora, Senhor, talvez eu não esteja pronto para tudo que devo receber, pois preciso encontrar o ritmo do meu corpo e do meu coração dilacerado pelas feras do Coliseu...

Quo vadis, Domine?
- Vou ao encontro de tua história, pois nem tu mesmo queres suportá-la e acolher os espinhos da estação...

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