Enfim, Natal...

Penso nas ruas de uma cidade qualquer no Oriente Médio, onde crianças palestinas brincam com armas e crescem sofrendo a exclusão social promovida por uma estável sociedade judaica...

Penso nas moças do Leste Europeu, que se usam de sua beleza peculiar para prostituír seus corpos em busca de dinheiro, afinal, a economia destes países europeus ainda se ressentem de sua saída do antigo bloco socialista...

Penso nas mulheres do continente africano que sofrem com o avanço assustador da Aids, todos os esforços da Organização Mundial de Saúde e de Bono Vox não parecem solucionar tal problema...

Penso nas crianças sujas e pobres de qualquer viela latino-americana; trabalham desde cedo para levar algum trocado para seus pais e assim, poderem comer...

Mulheres, crianças...

Nossas cidades estão assim, com mulheres e crianças expostas a condições frágeis de sobrevivência, aqui e em outros lugares, como ocorreu na época do nascimento de Jesus. Uma mulher, Maria, que deu à luz uma criança cujo pai não era José; aquela mulher correu risco de ser apedrejada. Uma criança, Jesus, que nasceu sob condições especiais, mas que se portou como qualquer outra, precisando de cuidados especiais e precisou ser escondida no Egito para não morrer como outras crianças de sua época, vítima da fúria de um rei com mania de perseguição.

Mais uma vez, mais um ano, o Natal se repete; nossas histórias, por sua vez, se repetem todos os dias, mas penso que o Natal pode ser celebrado a qualquer momento, quando alguém perceber que é preciso amar o suficiente para desfazer-se de sua comodidade e bem-estar para ir ao encontro do seu próximo necessitado (material ou espiritualmente). Como fez o Filho de Deus, saindo de sua eterna soberania para experimentar o suor da Palestina e a incompreensão dos que eram para recebê-lo.

Feliz Natal para todos, desejo que todos possam ouvir atentamente a voz de Deus, não só nesta data festiva, mas durante todo o ano, para poder entender o que é mais importante e o que vamos poder de fato levar quando formos embora deste plano...

"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós,
e nós vimos sua glória,
a glória que o Filho recebe de seu Pai, cheio de graça e Verdade."
(Evangelho de João, capitulo 1, vers. 14)


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