14 de setembro de 2009
aquela ausência...
que é substituído pelo mais supérfluo, mais superficial,
e cada vez mais toma lugar aquele vazio,
que consome, que devora, que vicia,
tal como um buraco que nunca se preenche.
A doença do mundo é aquela ausência,
conhecida por todos, temida e evitada,
ausência encontrada em cada esquina, em cada olhar,
em cada vagão lotado no metrô, em cada notícia de jornal.
A doença do mundo é exata, mas não-nomeada,
escrita, mas proscrita, subversiva e provocadora.
A doença do mundo é aquela ausência de sempre,
de todos os poetas,
de todos os angustiados,
de todos os carentes...
Amor; sem lugares comuns...
15 de outubro de 2008
Just Be - tradução
Mas não pode fugir
Da pessoa que você é em seu coração
Você pode ser quem você quer ser
Nos faça acreditar em você
Mantenha toda a sua luz no escuro
Você está procurando pela verdade
Você deve olhar no espelho
E fazer sentido para o que você pode ver
Apenas ser
Apenas ser
Eles dizem que aprender a amar a você mesmo
É o primeiro passo
Que você deve dar quando você quiser ser real
Voar em aviões sobre locais exóticos
Não te ensinarão
Como você realmente se sente
Encare o fato
Que você é quem você é
E nada pode mudar essa realidade
Apenas ser
Apenas ser
Porque agora eu sei
Não está tão longe
De onde eu vou
A parte mais difícil é essa
Eu sinto
Eu preciso
Apenas ser
Apenas ser
Eu estava perdido
E eu ainda estou perdido
Mas eu me sinto bem melhor
Porque agora eu sei
Não está tão longe
De onde eu vou
A parte mais difícil é essa
Eu sinto
Eu preciso
Apenas ser
Apenas ser
(DJ Tiësto)
16 de setembro de 2008
Dhammapada
4 de setembro de 2008
Escrever, escrever...
15 de setembro de 2007
Retomada
Gostaria de deixar meu rastro multicores pelo mundo...
11 de julho de 2007
15 de janeiro de 2007
Olhar

É grande a responsabilidade de educar este olhar a ver a vida de forma profunda, além de suas aparências e a dar de si ao mundo sem perder sua grandeza interior.
Eu amo minha filha...
26 de novembro de 2006
Aprendizado
Aos que têm visitado minha página, poucas notícias tiveram de mim recentemente, o último post fala do nascimento de minhas filhas. O atual fala da alegria e da amargura de ser pai; alegria por que vejo uma filha nos meus braços, precisando do que tenho de melhor como homem; amargura por que uma filha não está mais comigo, está nas mãos de Deus...
Nascer e morrer são as maiores iniciações que se tem conhecimento, de fato, podemos morrer a cada instante, se soubermos viver ricamente esta experiência; também é verdadeira a premissa se soubermos nascer a cada instante...
Obrigado, Andressa, obrigado, Giulia, vocês duas são marcos importantíssimos na minha vida. Hoje Andressa tem 1 mês e 5 dias, Giulia já está sendo contabilizada pelo relógio da eternidade. Espero um dia poder encontrá-la em algum bom lugar.
Por hoje, chega...
30 de outubro de 2006
Minhas filhinhas
Pelo fato de serem pré-maturas, estão na UTI, até atingirem dois quilos, enquanto isso, vou me exercitando na paciência diariamente, quando as visito e tenho desejo de pegá-las no colo e dar todo carinho que posso oferecer... mas amo minhas filhas desde o primeiro instante que as vi. Agradeço aos céus por esta dádiva linda, o dom da vida!
Em breve, fotos no blog, aguardem...
24 de agosto de 2006
Constatações
Atualmente, é como tenho me sentido diante dos meus estudos acadêmicos, regressei à UERJ, vejo uma série de atividades, livros, projetos e outras coisas que gostaria de me envolver, mas me sinto extremamente atolado até o pescoço de tantos outros compromissos, que por sua vez, já estão ficando pendentes...
No momento, a idéia de minhas filhas estarem próximas de nascer só me vêm à cabeça, quase não consigo pensar em outra coisa e vejo a passagem da vida responsável se estreitar cada vez mais: universidade, trabalho, família... ainda vou acabar dando um nó na minha cabeça...
8 de agosto de 2006
em tempos de Saturno...
Confesso que me sinto numa grande encruzilhada existencial; tantas direções imagináveis, tantas potencialidades a ser realizadas e muitas dúvidas no coração. A oportunidade de voltar a estudar Filosofia na UERJ tem mexido profundamente com minhas idéias sobre futuro profissional e sobre convicções sobre mim e sobre a humanidade. Agora com o grande centro de gravidade que são meus filhos, que estão para chegar, a minha vida virou de ponta a cabeça.
Vejo os altos e baixos que sempre fizeram parte de minha vida de forma mais dramática, mas ao mesmo tempo, eu os vejo de forma mais humanizada, mais minha, íntima. Agora é hora de assumí-los e torná-los eficientes na construção do meu mundo...
Não sei se o que escrevo atualmente faz algum sentido, não sei se esta é a idéia deste espaço, mas escrever é uma espécie de exorcismo que tenho realizado nestes tempos de Saturno mexendo com meus valores...
Sejam bem vindas, minhas crianças, este é o papai...
24 de junho de 2006
Entressafra
Acredito que estou nesta fase, a de recolhimento e reflexão interior, minha vida vem virando de ponta cabeça de uns meses para cá, a gota d'água do processo foi a notícia de que serei pai. O método que estou empregando é mais o da reforma interna e deixando a fachada com a mesma aparência de sempre, como fazem com aqueles prédios tombados pelo patrimônio histórico nacional. Como não pretendo me tornar um museu a céu aberto, pretendo dinamitar a fachada daqui a alguns meses. O silêncio é uma grande bênção. Me aguardem...
Enquanto isso, vou torcendo pela seleção, mas sem aquela empolgação...
23 de maio de 2006
Gota de sabedoria (2)
"Temos UMA boca e DOIS ouvidos,
mas jamais nos comportamos proporcionalmente."
(Provérbio Chinês)
12 de maio de 2006
Uma de Pablo Neruda
Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado
que ainda não passou,
é recusar um presente que
nos machuca, é não ver o futuro
que nos convida...
Saudade é sentir que existe
o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo
deseja sentir saudade:
“aquela que nunca amou.“
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido...
(Pablo Neruda)
28 de abril de 2006
Pais e Filhos
Observo os pais sofrerem na mão de seus filhos atentados. O curioso nisto tudo é que algumas coisas se repetem em todos os programas, porque ocorre em todas as famílias:
- os pais sempre subestimam a capacidade que seus filhos têm de aprender coisas e valores novos;
- os problemas com os filhos são decorrentes da falta de estrutura dos pais.
Penso em Nietzsche, quando ele diz que o homem não deve gerar filhos enquanto não superar a si mesmo, é algo sério e pertinente nos dias de hoje, enquanto isso, vamos passando adiante a cultura da mediocridade que herdamos de nossos pais...
É fácil falar dos pais e dos filhos alheios, será que estarei à altura do desafio quando os meus filhos gêmeos chegarem?